quarta-feira, julho 21

Fraldas descartáveis - um absurdo!!!



 
Um pouquinho sobre fraldas descartáveis...

Um dos mais terríveis descartes do homem, são as ‘fraldas descartáveis’, assim como os ‘absorventes íntimos’ (veja adiante aBIOsorvente). Além das matérias primas com que as fraldas são constituídas, elas vão para o lixo biologicamente contaminadas, isto é, com dejetos humanos. Como não são recicláveis por conta da ausência de uma legislação pertinente e também da mistura de diferentes materiais dificilmente separáveis, elas continuam indo para os lixões ocupando espaços inaceitáveis e contaminando os lençóis freáticos.

É muito difícil mudar o conceito de ‘conforto’ impingido pela sociedade. Embora as fraldas descartáveis não tenham ainda (no Brasil) quarenta anos de existência, hoje, para a maioria das pessoas, é impensável retornar às tradicionais fraldas de tecido de algodão. Só o fazem quando não podem mais suportar ver o desconforto e as dermatites de contato do bebê. Ou por ordem médica, já que um número significativo de crianças é alérgica às substâncias contidas na fralda descartável. Não se dão conta de que o ‘conforto’ é só para os pais, os bebês que se danem...

Observem a composição química das fraldas descartáveis anunciadas por um dos maiores fabricantes mundiais:

 
Composição: (segundo site da Johnsons & Johnsons - http://www.jnjbrasil.com.br/produto.asp?produto=222
 
Fibras de Celulose e Polipropileno, Filmes de Polietileno e Polipropileno, Adesivos Termoplásticos, Fios Elásticos, Fragrância, Flocgel® (Poliacrilato de Sódio).
 
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Estas são as substâncias que vão ser misturadas com dejetos humanos e são depositadas sine die nos lixões. As justifivativas comerciais estão neste site do BNDS, e mostram importantes resultados estatísticos. Vejam só uma pequena parte... 
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http://www.bndes.gov.br/conhecimento/setorial/is_g1_26.pdf

As fraldas descartáveis infantis (disposable baby diapers) têm crescente importância entre os itens de consumo da sociedade moderna. O índice de penetração desse produto no mercado (razão entre o número de usuários e o número de consumidores potenciais) varia conforme o país e/ou região: na Argentina é de 57%, no México 34%, enquanto nos Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão fica acima de 95%. No Brasil o índice de penetração é de 27%, considerando a população infantil brasileira de até 30 meses de idade, de 9,6 milhões de indivíduos.
As fraldas descartáveis são constituídas, basicamente, de uma camada de celulose especial de fibra longa – celulose fluff - correspondendo a 70/80% do peso da fralda, à qual é adicionada uma pequena porção de gel seco (5/10% do peso). Essa combinação é revestida internamente por um filme de transfer que impede o refluxo de umidade e que, por sua vez, é coberto por uma fina camada de nonwoven que entra em contacto com a pele do usuário. Um filme de polietileno dobrado e costurado-a-quente forma, então, o corpo da fralda que é finalizada com alguns acessórios, como rayon, velcro e adesivos.
Esses componentes são utilizados em quantidades e proporções variadas, constituindo diferencial para os produtos finais, ao lhes agregar qualidade e valor. Podem ainda ser adicionadas essências aromáticas e produtos para proteger a pele. Fraldas mais sofisticadas empregam quantidades menores de celulose e maiores de gel.
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No site da Resol encontrei abundante material sobre as conseqüências do uso e ambientais decorrentes das fraldas descartáveis. Vejam só um pouquinho...

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http://www.resol.com.br/curiosidades2.asp?id=1386
Para além de todos estes problemas graves, as frequentes "dermatites da fralda", devidas à humidade excessiva e prolongada e à falta de arejamento, sofreram um aumento com a crescente utilização das fraldas descartáveis. É que com a utilização de géis ultra absorventes, a segurança de que a criança não se vai sentir molhada, prolonga o tempo de mudança da fralda e, deste modo, o tempo de contacto com a urina, e a capacidade de absorção destes polímeros pode ser prejudicial por retirar a humidade natural da pele. (observem que o problema não está, na realidade, no uso de fraldas tradicionais, mas sim, nos processos de higienização) Contudo, parece estar provado que a utilização das fraldas tradicionais em infantários e enfermarias aumenta a proliferação de infecções, já que nestes casos, apesar de lavadas, as fraldas são usadas por mais do que uma criança. É por este motivo que muitas instituições exigem a utilização de fraldas descartáveis, o que se revela um problema para pais que optem por outra alternativa.

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De fato há circunstâncias em que o uso de fraldas descartáveis pode ser considerado "inevitável", mas, acredito que a maioria das pessoas que fazem uso ou já as usaram em seus filhos, se tivessem pesquisado um pouco, pouquinho, um tintinho assim, teriam descoberto que elas são muito mais caras do que pensamos. Elas não custam apenas aquilo que pagamos por elas nos supermercados ou farmácias... ambientalmente custam uma fortuna!!!

Posso dizer que minha filha, que hoje tem 11 anos, praticamente só usou fraldas de pano. Quando nasceu, ganhou de presente um pacote do qual deve ter usado umas cinco, durante uma viagem mais complicada. Quando deixou de usar fraldas, demos o restante do pacote para uma outra criança.

Eu mesmo me encarreguei de cuidar das fraldas. Cheguei a visitar alguns sites sobre o assunto e adotamos a seguinte fórmula:

- Mantínhamos no banheiro dois baldes com água e vinagre (meio copo de vinagre, baldes de dez litros pela metade). Um era do ‘cocô’ e o outro do ‘xixi’. Todas as fraldas usadas durante o dia iam para os baldes. Naturalmente que as bardalhocas (o cocô) eram jogadas na privada antes da fralda ir para o balde.

- Quando eu chegava do trabalho, à noite, pegava o balde do ‘cocô’, torcia as fraldas (por conta do vinagre não havia mal cheiro) e passava uma água no tanque. Deixava-as lá e jogava uma panela de água fervendo para esterilizar.

- Enquanto isso, enxaguava as fraldas do ‘xixi’ e juntava ambas colocando-as na máquina de lavar. Ao invés de detergente em pó, usávamos sabão de coco em pó. O tempo de lavagem era o menor e a quantidade de água em ½ porção.

- Tiradas da máquina, já centrifugadas, secavam durante a noite.

- Na manhã seguinte, dava uma passada com ferro quente frente e verso, rapidamente, e as fraudas íam para a gaveta para serem usadas novamente.

Com 40 fraldas, demos conta de dois anos e meio, tempo em que a Júlia precisou.

Na época, fizemos as contas – contando energia elétrica, sabão, gás etc. – e chegamos à conclusão de que economizamos mais de U$ 1,000 !!!!!

Pensem nisso!!!

Mil beijos,
 
Cristiano

6 Comments:

At 31 de maio de 2005 12:41, Blogger maede3meninas said...

Realmente um absurdo.

Moro nos Eua onde quase todas as maes usam fraudas descartaveis. Ainda algumas 'environment concious mothers' usam fraudas de pano. Eu uso fraudas de pano com muito orgulho. Eu uso as chamadas AIO (All In One) e como uma frauda descartavel que nao precisa de capa. Tambem uso a "liner" feito por Gerber que facilita muito, quando o bebe faz coco jogo fora a liner e lavo a frauda. Essas fraudas so funciona bem quem tem a secadora porgue leva muito tempo para secar. No Brasil e melhor usar as outras (old fashion)e secar la fora. As fraudas descartaveis do Brasil sao terriveis, toda vez que vou ai compro das mais caras e sao tao cheia de plastico. Ja que o pais e tao quente com essas fraudas de plastico no bebe - coitadinhos dos bebes. A minha irma esta gravida vou levar al melhores fraudas de panos que encontrar aqui - ela nao tem secadora entao tera que ser das mais finas. Gostei do seu comento Christiano, muito bem!!!

Nao estou encontrando um site no Brasil onde posso encontrar boas fraudas de pano para vender - onde tem?

 
At 6 de setembro de 2005 19:25, Blogger Raquel Pinto said...

Ola' Cristiano. Concordo muito com voce! Sou mae de gemeos e adoto o uso das fraldas de pano com o maior orgulho. As vantagens sao muitas! Tambem nao acho dificil de manter. A pele dos bebes sao muito mais saudaveis com as fraldas de pano na minha opiniao. So' uso fralda descartavel em casos especias porem as biodegradaveis quando encontro, sao muito mais caras mas vale tirar o peso da consciencia! As fraldas descartaveis comerciais sao puro veneno, gel, plastico dioxina que e' cancerigeno etc e levam cerca de 500 pra decompor!!!! Absurdo!!!!
Fotos dos meus nenes usando fraldas de pano em:
http://www.fotolog.net/raquelzinha/?photo_id=9563677

Gostei do seu blog, vou ficar de olho nas ecodicas :)

[]'s raquelzinha

 
At 4 de janeiro de 2009 16:36, Blogger carlaebeto said...

Oi Cristiano, gostei muito do seus comentarios meu nome é Carla moro na Italia tenho uma filha de 13 anos e eu e meu marido estamos planejando um outro filho.Quero para os meus filhos o mesmo que desejo para os filhos dos outros qualidade de vida no futuro e com certeza suas dicas vam me ajudar nesta aventura de sermos pais pela segunda vez...Obrigado e felicidade pra vc e sua familia

 
At 14 de julho de 2009 14:57, Blogger SUSANA said...

Oi eu uso fraldas descartáveis...
Bom, meus filhos estão na escolinha e eu trabalho o dia inteiro fora. Na escolinha nunca íriam aceitar fralda de pano...
E evolução dos tempos nem sempre é boa.

 
At 22 de outubro de 2009 13:54, Blogger cristiane said...

oi cristiano meu nome e cristiane sou brasileira mais moro em portugal a tres anos e meio tenho 25 anos tenho uma filhota com 7 meses ,uso fraldas descartaveis inclusive das mais caras q há aqui em portugal , e realmente eu não sabia q fazia tão mal usa_las. mas adorei entrar nesse saite não tinha conhecimento nem um sobre fralda descartaveis só agora atravez desse saite lendo todas as imformações sobre os efeitos q as fralda descartaveis causam nas crianças, apartir de agora vou passar a usar fraldas de pano na minha filha também, só assim não ficarei com o peso na consciencia!gostei muito do seu blog, vou ficar de olho nas imforçoes ... um grande abraço pra vc ,e toda sua familia ... 22 de outubro de 2009

 
At 29 de janeiro de 2011 04:32, Blogger Rah e seus pensamentos said...

Gostaria de saber quais são as substancias liberadas na queima das fraldas descartáveis, preciso desta resposta para um futuro projeto científico.
Atenciosamente
Rafaela de Araujo

 

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